Fantasiando segredos no ponto onde não quer chegar
Fantasia
Isso sim é algo que eu sei.
Poderia dizer que aprendi isso com Anne Shirley ou Manoel de Barros
Mas eu meio que sempre fui assim também.
Sabe, pra mim é muito fácil ir pra uma mata e sonhar alto.
Falar sozinha é um hábito muito recorrente pra mim.
Mais que falar, eu lembro que desde criança,
brincar sozinha e criar cenários amplos era costume.
Brincar e vivenciar na verdade;
já sofri horrores por cenários que eu mesmo criei
e já criei coisas incríveis que só eu pude admirar.
E é assim, nem tudo o que vivemos fica pra posterioridade.
Nem toda fantasia vira livro...
E muito menos realidade.
As pessoas querem que fantasiam sejam realidade, mas as vezes a fantasia já basta por si.
Nós temos uma máquina criativa infinita chamada mente,
que pode mentir a vontade,
que pode criar a criatura que quiser,
realizar qualquer coisa.
Eu tenho o costume de me imaginar dando entrevistas, tocando em grandes palcos, fazendo discursos em trocentos lugares ou até só de existir em lugar nenhum.
E nenhuma dessas fantasias precisam se realizar,
ou melhor, elas se realizaram enquanto fantasias.
É bobeira pensar que se você tem um lugar seguro ou um pensamento recorrente, você precisaria espalhar ele e querer trazer ele.
As vezes é melhor que fique lá com você mesmo.
Tipo, eu tenho uma banda e por isso me imagino tocando em grandes palcos e fazendo uma grande história por trás.
E as vezes não preciso realizar nada do que imagino.
Esse processo de imaginar penso que é semelhante a se apropriar e espalhar pelo mundo.
Se eu posso ser um deus ou uma folha meio que nada se torna grande ou pequeno demais pra mim.
Sabe, querer atribuir um valor utilitário a imaginação como se ela servisse para algo é a maior depravação da humanidade e talvez a origem de todo o mal da nossa raça.
Por isso eu peço que a imaginação nos ligue a vida, não quero uma imaginação que negue-a, mas que traga-a para seu ponto mais vivaz.
Isso sim é algo que eu sei.
Poderia dizer que aprendi isso com Anne Shirley ou Manoel de Barros
Mas eu meio que sempre fui assim também.
Sabe, pra mim é muito fácil ir pra uma mata e sonhar alto.
Falar sozinha é um hábito muito recorrente pra mim.
Mais que falar, eu lembro que desde criança,
brincar sozinha e criar cenários amplos era costume.
Brincar e vivenciar na verdade;
já sofri horrores por cenários que eu mesmo criei
e já criei coisas incríveis que só eu pude admirar.
E é assim, nem tudo o que vivemos fica pra posterioridade.
Nem toda fantasia vira livro...
E muito menos realidade.
As pessoas querem que fantasiam sejam realidade, mas as vezes a fantasia já basta por si.
Nós temos uma máquina criativa infinita chamada mente,
que pode mentir a vontade,
que pode criar a criatura que quiser,
realizar qualquer coisa.
Eu tenho o costume de me imaginar dando entrevistas, tocando em grandes palcos, fazendo discursos em trocentos lugares ou até só de existir em lugar nenhum.
E nenhuma dessas fantasias precisam se realizar,
ou melhor, elas se realizaram enquanto fantasias.
É bobeira pensar que se você tem um lugar seguro ou um pensamento recorrente, você precisaria espalhar ele e querer trazer ele.
As vezes é melhor que fique lá com você mesmo.
Tipo, eu tenho uma banda e por isso me imagino tocando em grandes palcos e fazendo uma grande história por trás.
E as vezes não preciso realizar nada do que imagino.
Esse processo de imaginar penso que é semelhante a se apropriar e espalhar pelo mundo.
Se eu posso ser um deus ou uma folha meio que nada se torna grande ou pequeno demais pra mim.
Sabe, querer atribuir um valor utilitário a imaginação como se ela servisse para algo é a maior depravação da humanidade e talvez a origem de todo o mal da nossa raça.
Por isso eu peço que a imaginação nos ligue a vida, não quero uma imaginação que negue-a, mas que traga-a para seu ponto mais vivaz.
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